E aí galera, tudo bem?

Bom, hoje iremos falar de algo muito peculiar em nosso cotidiano e que eu e você, praticamos, até sem perceber! MAS O QUE SERÁ? É algo simples, que se chama ATRIBUIÇÕES! ATRIBUIR DE ATRIBUIR MESMO? Sim, é o que chamamos de Teoria Implícita da personalidade, ou seja atribuímos certas características à pessoas que apresentarem certos traços e comportamentos. EXEMPLO: Muitas vezes imaginamos que pessoas com certos óculos, chamados “julietes” e certas roupas características de “malandro” como bermudas e mizuno, são características de um criminoso, ou seja: FOGE QUE ELE VAI TE ROUBAR! Esse é um exemplo clássico de como percebemos as pessoas a nossa volta, ou vai dizer que você nunca julgou alguém como perigoso e/ou vulgar por vestir certa roupa?
Esse vídeo mostra um pouco dos
julgamentos que muitos de nós realizamos, como “skate é modinha”, “rosa é coisa
de menina, que gay”, ou mesmo quando tentamos enquadrar as pessoas dentro de
algum “estilo”.
Entretanto,
esses fenômenos podem gerar o preconceito e além disso, os estereótipos. MAS O QUE SÃO ESTEREÓTIPOS? Em uma definição simples, do dicionário,
Estereótipo são generalizações que
as pessoas fazem sobre comportamentos ou características de outros. Estereótipo
significa impressão sólida, e pode ser sobre a aparência, roupas, comportamento, cultura etc.
Ou seja, são as crenças que temos a respeito
de algum grupo. Quando somos citados lá fora como país das “mulheres gostosas”
ou país “das bundas”, “das putas”, quando julgamos as culturas orientais como “macumbeiras”,
quando dizemos que os países islamitas são “ultrapassados”, estamos criando
estereótipos. Isso é muito sério, pois, as pessoas NÃO
PODEM SER ROTULADAS! SIM, MAIS UMA VEZ ESSA IDEIA. Não é só
enquadrar certas pessoas que tem características x em um grupo y, existem
contextos distintos relacionados a cada uma delas.
O exemplo mais comum e recorrente na
nossa sociedade é dos negros. Muitas pessoas acreditavam (E ACREDITAM) que ser negro é sinônimo de ser inferior, pobre, feio
e criminoso. ISSO É MUITO SÉRIO!
Fiquei chocada ao ver o vídeo abaixo, onde crianças NEGRAS caracterizam duas
bonecas, uma branca e uma negra, chegando a dizer que a boneca mal é a negra!
Mas além disso, ao atribuir, sempre
tendemos a definir a ação dos outros à fatores internos e as nossas à fatores
externos. ESPERA, MAS O
QUE SIGNIFICA ISSO? Vamos aos
exemplos: quando alguém bate o carro, as pessoas tendem a dizer que a pessoa
não foi atenciosa, que ela não tem coordenação motora e afins, enquanto que se
fosse com elas próprias, diriam que foi o outro carro que entrou na frente e
que foi qualquer coisa diferente delas. Isso é o que chamamos de TENDENCIOSIDADE AUTO-SERVIDORA. Isso
também ocorreu na história, quando a URSS atacou a Hungria, os seus aliados
disseram que foi uma tática defensiva e os inimigos, atribuíram a URSS, o
título de nação perigosa.

Agora, outro ponto legal...COMO INFLUENCIAMOS AS PESSOAS? Segundo
French e Raven, por intermédio de 6 poderes: o coercitivo (agressão), o de
recompensa (se você fize, ganha algo), de referência (usar terceiros para
convencer o influenciado), de conhecimento (mostrar a importância de obedecer),
o legítimo (mostrar a legitimidade do influenciador) e o poder de informação
(fazer a pessoa entender a situação para que ela se deixe influenciar). Esse
último, é o melhor de todos, por não ter um efeito temporário e por fazer a
pessoa conhecer a situação. Além disso, existem outras formas de influenciar,
que aliás é muito interessante, e fazemos bastante. Observem o diálogo:
-Mariana, você deve parar de ficar fora de
casa o dia todo, você não está dando atenção devida aos seus pais!
-
Que isso, Sheila, eu dou atenção a eles e muita!
-É
talvez eu esteja enganada, você é muito atenciosa...
-É,
mas nem tanto, acho que às vezes falto nos momentos mais importantes.
-Que
nada, deve ser impressão, seus pais sabem se cuidar!
-Bem, acho que não, um dia desses minha mãe
caiu e eu não estava lá, talvez se eu não saísse tanto, poderia ter evitado.
Observem que o objetivo inicial do
influenciador (SHEILA) se concretizou depois, na fala de Mariana (INFLUENCIADA).
Este é um exemplo clássico de influência
por dissonância cognitiva.
Agora,
em nossa sociedade, convivemos com pessoas
bem distintas de nós, que possuem atitudes
sociais diferentes, ou seja gostam ou não gostam de algo. Sendo esse algo,
partidos políticos, times, cor e qualquer outra coisa que se possa imaginar.
Segundo teorias da psicologia social, as pessoas criam essas atitudes sociais
pela relação entre um componente afetivo, cognitivo e comportamental. Ou seja,
se eu sou Flamenguista (eu sou mesmo), eu uso meu cognitivo para justificar
esse amor e me comporto de maneira que se falarem do meu time, eu não irei
gostar. Todavia, nem todos possuem essa mesma relação, muitas pessoas dizem ser
socialistas, justificam isso, mas se comportam de maneira contrária.

E por fim, podemos perceber em nossa
sociedade que muitas pessoas são agressivas e outras, manifestam o altruísmo. Mas por quê? Segundo a psicologia, a
razão de atos agressivos está na aprendizagem recebida e fatores inerentes à
situação, bem como problemas psicológicos e fatores externos (álcool, crime). E
a raiz da ajuda vem da própria situação. VOCÊ
JÁ PERCEBEU QUE AS PESSOAS AJUDAM MAIS QUANDO ESTÃO SOZINHAS? É sério, é
porque quando há muita gente a responsabilidade pode ser jogada de mão em mão
dificultado a atitude, já quando a pessoa está sozinha e só ela pode ajudar, aí
sim vemos um simples gesto de altruísmo.

O que tudo isso nos reflete é à nossa REALIDADE, mesmo que CRUEL. Convivemos e praticamos tais
coisas todos os dias e esse é exatamente o papel da psicologia social: analisar
o cotidiano, o real. Mas esse real nos traz uma reflexão muito profunda acerca
de como percebemos o outro, de como é tão mais simples rotular as pessoas do
que levar em conta a subjetividade de cada uma. Até quando as pessoas não vão
entender que SOMOS DIFERENTES
E QUE NÃO PODEMOS SER ROTULADOS?
Fica a reflexão.
Referência: Rodrigues, A. (1992) Psicologia social para
principiantes: estudo da interação humana. Rio de
Janeiro: Vozes.







Sera que o alcoólico tem um Cérebro alcoólico?
Será que o Cérebro de uma pessoa negra é negro também e menor que o dos Brancos? Será que o racismo também está no cérebro? 














